As chamadas fraudulentas que imitam apoio ao cliente reduzem-se quando a empresa combina verificação do canal oficial, bloqueio de contactos falsos e treino da equipa para nunca pedir dados sensíveis por telefone. Segundo o SAPO, o MB WAY alerta que o número de origem da chamada pode ser falsificado, o que torna perigoso confiar apenas no que aparece no ecrã do telemóvel. A consequência prática é clara: a sua empresa precisa de sinais verificáveis para o cliente confirmar que está a falar com o canal oficial da marca.
O problema não fica limitado a bancos ou serviços de pagamento. Qualquer PME que presta apoio por telefone, WhatsApp, e-mail, redes sociais ou chat pode ver a sua identidade usada por terceiros para pedir códigos, credenciais, dados bancários ou ações fora dos canais habituais. A Cxpress ajuda a reduzir essa exposição ao centralizar canais como WhatsApp através da API oficial, telefone, e-mail, redes sociais e chat num único ambiente, com histórico por cliente e menor risco de conversas soltas entre ferramentas.
As chamadas fraudulentas mostram que o número no ecrã já não chega
O sinal mais relevante do alerta do MB WAY é a falsificação do número de origem. Para o cliente, a chamada parece vir de uma entidade conhecida. Para o burlão, essa aparência abre espaço para uma conversa baseada em urgência, medo e pedido de informação sensível.
A táctica descrita na notícia segue um padrão reconhecível: alguém diz que a conta ou o cartão está em risco, pede códigos de autenticação ou dados confidenciais e tenta levar o utilizador a agir sem confirmar a origem do contacto. O MB WAY reforça que não telefona para pedir dados confidenciais, códigos de autenticação ou credenciais de acesso, nem solicita operações de teste ou a instalação de aplicações fora das lojas oficiais.
Para uma operação de atendimento, isto muda a pergunta central. Já não basta perguntar se o cliente reconhece o número. A empresa precisa de desenhar uma prova de legitimidade que não dependa do identificador da chamada. Essa prova pode estar no site, no WhatsApp oficial, no e-mail de confirmação, nas mensagens automáticas e no discurso dos agentes.
Se a sua marca usa vários canais, esta coerência torna-se ainda mais importante. Um cliente que recebe instruções diferentes no telefone, no WhatsApp e no e-mail fica mais vulnerável a uma burla que imita o tom da empresa. A consistência operacional passa a ser uma medida de segurança, não apenas uma questão de conveniência.
As chamadas fraudulentas atravessam as falhas das respostas habituais
Muitas empresas tentam resolver o problema com um aviso genérico no site: “não partilhe dados”. A mensagem é útil, mas raramente chega ao momento da fraude. O cliente pode não visitar o site antes de receber a chamada, pode estar com pressa ou pode acreditar que a urgência justifica uma exceção.
Outra resposta comum é depender da memória da equipa. Um agente experiente sabe que não deve pedir códigos por telefone, mas um novo colaborador pode não ter a mesma disciplina se não existir um guião aprovado. Quando cada pessoa explica a política de segurança à sua maneira, a marca deixa espaço para ambiguidades.
Também há empresas que tratam telefone, WhatsApp e e-mail como operações separadas. Esta fragmentação cria pontos cegos: uma reclamação recebida no WhatsApp sobre uma chamada suspeita pode nunca chegar à equipa que gere a voz. Uma tentativa de fraude reportada por e-mail pode ficar sem etiqueta de risco e perder-se entre pedidos normais.
A API oficial do WhatsApp é um bom exemplo de como o canal certo ajuda a reduzir confusão. Quando a empresa usa uma integração profissional, ganha mais controlo sobre o canal, a identidade da marca e o histórico da conversa. Se este tema faz parte da sua avaliação, veja também os sinais de que a API oficial do WhatsApp marca uma nova fase no atendimento.
O ponto é operacional: avisos isolados não chegam. A empresa precisa de transformar a política de segurança num fluxo de atendimento, com mensagens aprovadas, campos obrigatórios, etiquetas de risco e encaminhamento rápido para quem pode agir.
As chamadas fraudulentas custam confiança, tempo e capacidade de resposta
Quando uma pessoa acredita que fala com o apoio oficial e descobre que cai numa fraude, a quebra de confiança atinge a marca imitada, mesmo que a empresa também seja vítima. O cliente lembra-se do nome que ouve na chamada, do logótipo que reconhece e do medo de ter perdido dados. A explicação técnica sobre falsificação de número raramente repara tudo.
Há também um custo interno. A equipa passa a receber pedidos de confirmação, queixas, dúvidas sobre números legítimos e contactos de clientes em pânico. Cada atendimento exige mais tempo, mais validações e mais cuidado na linguagem. Sem histórico unificado, o agente perde minutos a reconstruir o que acontece em vez de orientar o cliente.
Nas PMEs, esse impacto pesa mais porque a equipa é curta. Uma vaga de chamadas fraudulentas pode desviar agentes de vendas, apoio pós-venda, marcações, devoluções ou assistência técnica. O risco deixa de ser apenas reputacional e passa a afetar a capacidade de resposta diária.
O atendimento por voz também precisa de registo. A transcrição de chamadas, a gestão de tickets e os painéis ajudam a identificar padrões repetidos, como números reportados, frases usadas por burlões e tipos de pedido sensível. A Cxpress tem evoluído neste sentido, como se vê nas novidades de transcrição de chamadas, gestão de tickets e chatbots com voz personalizada.
Ignorar o problema cria outro efeito: a equipa começa a improvisar. Um agente diz para o cliente desligar, outro pede que envie uma captura de ecrã por um canal não padronizado, outro promete que alguém vai ligar de volta sem explicar qual é o número oficial. A intenção é ajudar, mas a falta de processo aumenta a confusão.
A resposta às chamadas fraudulentas junta canal oficial, treino e bloqueio
A solução eficaz tem três camadas: o cliente precisa de reconhecer o canal oficial, a equipa precisa de saber o que nunca pode pedir e a operação precisa de registar e bloquear sinais de risco. Estas camadas funcionam melhor quando estão no mesmo processo, não em documentos separados.
Passo 1: defina sinais públicos para o canal oficial
Publique uma lista curta e visível dos canais oficiais: número de telefone, WhatsApp, e-mail, chat e páginas sociais. Inclua esta lista no site, nas mensagens automáticas, nas assinaturas de e-mail e nas respostas prontas. Se a empresa nunca pede códigos, credenciais ou dados bancários por telefone, diga isso com a mesma frase em todos os pontos de contacto.
Evite sinais difíceis de verificar. Dizer que o agente conhece o nome do cliente já não prova legitimidade, porque muitos dados circulam fora do contexto original. Prefira regras que o cliente possa confirmar sem depender de confiança cega, como terminar a chamada suspeita e iniciar contacto a partir do site oficial.
Passo 2: crie um guião para chamadas suspeitas
A equipa precisa de uma resposta curta para orientar clientes que relatam contactos falsos. O guião deve pedir que a pessoa desligue a chamada suspeita, não partilhe informação pessoal ou bancária e use apenas os canais oficiais para reportar o caso. Esta orientação está alinhada com a recomendação divulgada no alerta do MB WAY.
O guião também deve limitar o que os próprios agentes podem solicitar. Por exemplo, podem confirmar dados de identificação de baixo risco, mas não devem pedir códigos de autenticação, palavras-passe, credenciais de acesso ou operações de teste. Quanto mais clara for a regra, menos espaço há para erro em momentos de pressão.
Passo 3: registe contactos falsos como tickets de risco
Cada relato de fraude deve entrar como ticket, o registo operacional de um pedido, com origem, canal, descrição, data e estado. Isto permite perceber se há aumento de tentativas, se o mesmo número aparece em várias queixas ou se os burlões usam uma história repetida.
Com canais centralizados, a equipa não depende de folhas soltas ou mensagens internas perdidas. Um cliente pode reportar a chamada pelo WhatsApp, outro por telefone e outro por e-mail, mas a operação vê o padrão no mesmo painel. É aqui que o histórico unificado deixa de ser apenas uma vantagem de atendimento e passa a apoiar a proteção do cliente.
Passo 4: bloqueie e encaminhe sem atrasar o cliente
Quando existe um contacto falso identificado, bloqueie-o nos canais onde isso for possível e encaminhe o caso para o responsável interno. Se houver risco de exposição de dados, a resposta ao cliente deve indicar o próximo passo oficial, sem pedir informação sensível no mesmo fluxo.
A equipa também deve saber quando passar o caso ao nível seguinte. Uma dúvida simples sobre o número oficial pode ficar no primeiro nível. Uma suspeita com dados bancários partilhados, credenciais expostas ou pedido de operação sensível exige tratamento prioritário e orientação mais cuidada.
Os primeiros passos contra chamadas fraudulentas cabem nesta semana
Não é preciso esperar por uma crise para criar um plano mínimo. Em poucos dias, a sua empresa pode reduzir ambiguidades e dar à equipa uma base comum para responder a clientes. Comece pelos pontos de contacto mais usados e avance para os canais restantes.
Dia 1: mapeie todos os canais usados pelo cliente
Liste telefone, WhatsApp, e-mail, chat, redes sociais e formulários. Confirme quais são oficiais, quais estão descontinuados e quais ainda aparecem em assinaturas, anúncios ou páginas antigas. Um canal esquecido pode tornar-se um ponto fraco.
Dia 2: escreva a política de pedidos proibidos
Defina, em linguagem simples, o que a empresa nunca solicita por telefone ou mensagem. Inclua códigos de autenticação, palavras-passe, credenciais de acesso, dados bancários e instalação de aplicações fora de fontes oficiais, se isso se aplicar ao seu negócio. Depois, transforme a política numa resposta pronta.
Dia 3: publique a confirmação dos canais oficiais
Atualize o site e as mensagens automáticas com a lista dos canais reconhecidos. Se usa WhatsApp, indique o número e mantenha a conversa num canal profissional. Se usa telefone, explique como o cliente pode confirmar a legitimidade antes de partilhar qualquer informação.
Dias 4 e 5: treine a equipa com simulações curtas
Use exemplos hipotéticos: um cliente diz que recebe uma chamada sobre uma conta em risco, outro afirma que lhe pedem um código, outro quer confirmar se um número pertence à empresa. Peça à equipa que responda com o guião oficial e registe o caso como ticket de risco.
Dia 6: reveja métricas e responsabilidades
Escolha quem acompanha relatos de fraude, quem atualiza os avisos públicos e quem decide a passagem para o nível seguinte. Defina também indicadores simples, como número de relatos por canal, tempo até resposta e casos com dados sensíveis envolvidos. O objetivo é criar rotina, não burocracia.
As chamadas fraudulentas exploram a pressa e a confiança que o cliente já tem na sua marca. A saída é tornar o canal oficial fácil de confirmar, dar à equipa uma resposta única e manter os relatos no mesmo sistema de atendimento. Peça uma demonstração da Cxpress para WhatsApp e veja como centralizar conversas, histórico e tickets para proteger o atendimento da sua empresa.
Perguntas frequentes sobre chamadas fraudulentas
Como posso confirmar se uma chamada vem mesmo do apoio ao cliente?
Confirme a origem a partir dos canais oficiais publicados pela empresa, como site, WhatsApp oficial ou e-mail reconhecido. Se a chamada pedir códigos, credenciais ou dados bancários, desligue e inicie o contacto por um canal que controla.
O número que aparece no telemóvel é suficiente para confiar na chamada?
Não. O alerta do MB WAY indica que o número de origem pode ser falsificado, fazendo a chamada parecer legítima. Por isso, a validação deve depender de canais oficiais e regras claras, não apenas do número no ecrã.
Que informação uma equipa de apoio nunca deve pedir por telefone?
A equipa não deve pedir códigos de autenticação, credenciais de acesso, palavras-passe ou dados bancários por telefone. Também deve evitar orientar operações de teste ou instalação de aplicações fora de fontes oficiais.
Como treinar agentes para responder a contactos falsos?
Crie um guião curto, com instruções para o cliente desligar a chamada suspeita, não partilhar dados e reportar o caso pelos canais oficiais. Depois, use simulações com situações prováveis para tornar a resposta consistente.
O que fazer quando vários clientes reportam chamadas suspeitas?
Registe cada relato como ticket de risco, com canal, descrição e dados relevantes sem expor informação sensível. Acompanhe padrões repetidos e atualize os avisos públicos para reduzir novas tentativas.